21 junho 2017

Seu último adeus


Hoje eu não quero ver a luz do dia, nem ver quem está passando pela rua. Hoje eu quero ficar aqui no meu quarto com todas as janelas fechadas. Não quero saber o que se passa no mundo lá fora, quero apenas ficar aqui com meus pensamentos distantes. Talvez eu pegue uma folha de papel e comece a rabiscar algo, ou simplesmente escreva algumas palavras e baboseiras. Na verdade, escreveria apenas três palavras e seriam o suficiente. Sinto sua falta. Essas palavras seriam o suficiente para esvaziar meu coração e acabar com aquela coisa chamada saudade.

Há 14 dias e 11 horas, abrir a janela do meu quarto e te encontrar me esperando para ir ao parque, era o que tornava a minha semana feliz. Já era raro a gente conseguir passar um tempo juntos, mas poder andar de mãos dadas com você, falar bobeiras e dar boas risadas, era o que fazia eu aguentar uma semana inteira sem te ver. Nunca gostava quando você precisa ir embora, sempre te pedia para ficar mais um pouco para não precisar me despedir. Na verdade, eu nunca fui boa nessas coisas. Despedidas não são o meu ponto forte e nunca serão, por isso não gostava quando você brincava com isso. Mas, naquele dia, eu desejei com todas as forças que você me dissesse adeus, mesmo que de brincadeira, mas mesmo assim você o fez. Sempre estive certa que nunca estaria pronta para essa coisa e aquele dia foi a comprovação.

Dói sabia? Saber que você nunca mais irá me ligar durante a noite para contar que teve um sonho estranho, que bateu saudade, ou que acabou de sonhar comigo. Dói sentir essa ausência tão grande em meu peito, essa dor cruciante que vem me acompanhando desde aquele seu último adeus.

Dizem que com o tempo isso passa, e talvez até seja verdade, mas não acredito muito nisso. Acho que na verdade a gente acaba se acostumando com a dor e com a saudade, mas passar nunca passa. Talvez, se você não tivesse dito aquele adeus, nada teria acontecido, e essa saudade que hoje me consome, não existiria.  Mas já faz quase 14 dias e 12 horas que você se foi para não voltar mais. E como poderia? Quando alguém parte dessa maneira, não tem como voltar nunca mais. Você sempre brincava dizendo que iria vir me assombrar durante à noite, que eu nunca me livraria de você nem nos meus sonhos. Eu achava graça dessa bobagem e até dizia que seria um prazer não me livrar de você. Mas sabe de uma coisa? Eu gostaria que você me assombrasse de verdade agora, só para poder sentir sua presença novamente.

Todos dizem para eu não ficar assim porque você partiu para um lugar melhor, e é isso que me consola todo dia. Mas sabe, eu gostaria de ter partido com você, de ter dito que não seria necessário dizer adeus porque, desta vez, eu iria ir junto. É, eu deveria ter feito isso, porque agora eu estaria aí, juntinho de você. Talvez um dia eu abra a janela e te encontre do lado de fora, me esperando para ir ao parque. Sei que abrirei um sorriso de orelha a orelha e sairei correndo para te dar um abraço bem apertado, e nessa de te dar um abraço, você me falaria baixinho no ouvido: "Senti sua falta minha pequena!". Sei que isso é impossível de acontecer, mas vou levar essa esperança comigo e acreditar que algum dia vou te ver de novo.

12 junho 2017

A guerra que salvou a minha vida (Kimberly Bradley)


Eu estava namorando esse livro desde o seu lançamento, e, como eu amo histórias que se passam durante a Segunda Guerra Mundial (tô até pensando em fazer um post falando sobre livros que se passam durante ela, o que vocês acham?), óbvio que logo fiquei louca pra ler A guerra que salvou a minha vida. Mas acabei tendo que me aguentar e adiar um pouquinho a compra dele. Porém, graças a Karoline, do blog Palavras Ambulantes, recebi há um pouco mais de duas semanas, um pacotinho da submarino com esse livro lindo. Infelizmente, eu não estava em casa no dia em que ele chegou, mas minha mãe recebeu ele e, dias depois, quando voltei pra casa, em plena segunda feira, me deparei com ele ali me esperando. Tem coisa melhor que começar uma semana com um livro novo e fofo na estante? Acho que não, em!

Sobre a história



A história vai ser narrada pela Ada, uma garotinha de dez anos que nunca se quer saiu pra fora de casa, e isso porque ela não queria deixar sua mãe com vergonha na frente dos outros, por cauda de sua deficiência no pé direito; seu pé torto. A única coisa que a menina conhecia do mundo era o que existia dentro do apartamento e o que conseguia enxergar da janela do apartamento onde morava, além das coisas que seu irmão menor, Jamie, lhe contava quando chegava em casa da rua. Ao contrário dela, sua mãe deixava Jamie ter uma vida normal, deixando ele brincar na rua e até mesmo ir à escola.

Trancada naquele apartamento, Ada cuidava da casa e do irmão sozinha, e diariamente sofria os maus-tratos da mãe, que demonstrava o tempo todo ter vergonha de sua deficiência. Mas uma guerra estava se aproximando e, quando Londres se tornou um lugar muito perigoso, já que a cidade corria o risco de ser bombardeada pelos alemãs, algumas famílias decidem mandar seus filhos para o interior da Inglaterra, na esperança de mantê-los em segurança lá. Ada vê nisso uma chance para fugir com seu irmão e ter uma vida melhor e, mesmo com sua dificuldade de andar, ela e Jamie conseguem escapar.

Foi nessa escapada que Ada descobriu um novo mundo à sua frente; um mundo o qual ela foi privada por tanto tempo de conhecer. Ao chegarem em uma cidadezinha no interior, eles são alojados na casa de uma moça chamada Susan, que no começo reluta em querer os dois, mas acaba por cuidar deles no final. Lá, eles vão descobrir o que é receber carinho, o que é ser amado e cuidado e, o mais importante de tudo, vão descobrir o que é um lar de verdade.


Pra começo de conversa, esse foi um dos livros mais encantadores e inspiradores que já li! Ele não é só um livro sobre uma criança que está vivendo em um mundo em guerra. É um livro de uma criança que, pela primeira vez na vida, está conhecendo um mundo novo e completamente diferente daquele ao qual ela conhecia presa naquele apartamento minusculo em que dividia com sua mãe e seu irmão. Infelizmente, existem sim uma guerra acontecendo, mas além de vermos essa guerra pelos olhos de uma menina de dez anos, também vamos conhecer o mundo visto por seus olhos, pela primeira vez. 

Fiquei encantada com a reação da Ada ao descobrir um novo mundo fora daquele quarto minusculo que vivia antes. Porém, por ter sido privada de carinho e ter sido tratada a vida inteira como inferior, ela acabava, muitas vezes, não aceitando algumas coisas boas que acontecem com ela, achando que não merece de fato tudo aquilo. Em alguns momentos, ela simplesmente se negava a ser cuidada por outra pessoa que não fosse ela mesma, dizia coisas feias para Susan, era ingrata, chata e até mesmo irritante, mas aí eu lembrava tudo o que ela já tinha sofrido, tanto fisicamente quanto psicologicamente, e eu só ficava com vontade de entrar no livro e poder dar um abraço super apertado nela. 

Já a mãe dela... isso é uma outra história. Eu sempre tento ver os dois lados da moeda, não importa se o personagem é o vilão ou o mocinho da história que fez alguma burrada. Sempre tento ver uma razão para aquele personagem ser do jeito que é, dizer o que diz e ter as atitudes que tem, e juro que tentei (repito: tentei) ver o lado dela, de como as pessoas eram criadas naquele tempo, de suas crenças e coisas do tipo, mas não consegui de maneira nenhuma compreender o porquê a "Mãe" tinha um preconceito tão grande com a própria filha, só por causa de uma deficiência. Ninguém nunca deve ser julgado e muito menos ser tratado como inferior só por causa de sua deficiência. Nunca! E isso foi o que me irritou durante a leitura. Mas, tirando esse fato e minha vontade de entrar dentro do livro e falar poucas e boas pra "Mãe", eu amei a Ada e o Jamie. Não tem como não se apegar aos dois durante a leitura e não se emocionar no final.

Pra terminar, A guerra que salvou a minha vida é um livro cativante que me deixou com o coração apertado em diversos momentos, mas que também me arrancou sorrisos e me emocionou bastante em tantos outros. Essa é uma história sobre muitas batalhas que precisamos vencer para conquistar nosso lugar nesse mundo, independente das nossas diferenças ou de nossas limitações. Esse é um livro que vou levar pra vida toda em meu coração 

Sobre a edição



O único livro da DarkSide que eu já tive contato (tirando os que eu sempre namoro nas livrarias da Saraiva e da Cultura), foi O Circo Mecânico Tresaulti, que peguei emprestado de uma colega minha há um bom tempinho atrás. Nunca tive um livro da caveirinha para chamar de meu, mas fiquei muito feliz por esse ser o primeiro. Por ser do selo DarkLove o livro tem essa aparência mais delicada e fofinha. Bem, mas se tratando da caveirinha mais amada dos leitores, sempre podemos esperar uma edição e um trabalho maravilhoso quanto as edições, né?! 

Bom, a edição é capa dura e vem com essa fitinha toda delicada de cetim na cor azul ^-^ Amei essa ilustração da Ada olhando para pista de pouso e amei mais ainda a capa ter esse recobrimento imitando retalhos de tecidos, eles deram um charme muito fofo pro livro, além de ter uma ligação linda com uma parte da história. As páginas são amareladas e tem uma textura bem diferente dos meus outros livros, ela tem uma textura bem gostosa e grossinha. Enfim, devorei ele em 24 horas. Ele é uma leitura super rápida e muito gostosa, além de ter personagens muito cativantes. E sim, ele entrou pra minha lista de melhores leituras do ano :)


Essa folha de guarda com essas lavandas são uma gracinha *-*


Foi meio estranho ler esse livro, porque o livro que eu estava lendo antes era A Garota que Roubava Livros, ou seja, eu estava no meio da Alemanha nazista que estava atacando a Inglaterra e, de repente, eu fui parar na Inglaterra que estava sendo atacada pelos alemãs, mas que também estava revidando e atacando a Alemanha, onde eu estava na minha leitura anterior. Isso deu um bug muito louco no meu cérebro no começo, mas foi legal, hehe.


Uma foto com crianças refugiadas...


Eu simplesmente amei essa página de jornal *-* Essa é uma notícia anunciando que 20 mil crianças foram embora de Londres para o interior da Inglaterra...


Cada capítulo vem com um botão e alguns fiozinhos que vão variando a posição a cada capítulo...


Um avião sobrevoando a Inglaterra...


Essa imagem desse cavalo lindo *-* fiquei com saudades da égua do meu tio que é bem parecida com esse cavalo :(


mais alguns detalhes *-*


Eu amei demais a fonte dessa lombada <3


"Os prédios sumiram, e de súbito surgiu verde. Verde para todo lado. Um verde vivo, vibrante, esplêndido, subindo pelo ar em direção ao céu azul, azul. Eu olhei fascinada."
Acho que essa foi uma das partes mais marcantes da história pra mim. Ver a reação da Ada ao ver a grama pela primeira vez na vida, me fez refletir o quanto coisas simples podem passar despercebidas em nossas vidas, além de me fazer relembrar algumas reações minhas quando vi ou experimentei alguma coisa pela primeira vez ^^ 


Assim que vi essa etiqueta colada na embalagem do livro, pensei: não posso simplesmente te jogar fora, preciso fazer alguma coisa legal com você! Tomei todo o cuidado possível pra não estragar ela e colei nesse meu caderninho de inspirações, que inclusive, tem o Big Bang e o famoso ônibus vermelho na capa *-*


Título: A Guerra que Salvou a Minha Vida | Editora: Darkside Books | Páginas: 233 | ISBN: 978-85-9454-026-3

Adicione: Skoob | Goodreads

Alguém aí já leu? Tem vontade ou ficou curioso?

Obrigado por tudo, cativados! Beijos e até a próxima :*

09 junho 2017

Séries que ando assistindo

Foto: @brandonwoelfel

Depois que terminei de assistir 13 Reasons Why, eu acabei ficando com vontade de assistir mais alguma outra série que sempre tive vontade, mas que nunca tinha começado. Pra ser bem sincera, eu não tenho lá muito paciência para acompanhar séries, e muito menos para ficar assistindo episódio atrás de episódio, principalmente se tiver muitas temporadas. A única que consigo acompanhar, mesmo sendo uma vez na vida e outra na morte, é Supernatural, que acompanho desde 2009. Essa é a única série longa que acompanho e que amo, haha.

Nessas últimas semanas comecei a assistir três séries bem legais (duas são bem conhecidas e uma eu não sei se é tão conhecida assim) e decidi vir aqui falar um pouco dela com vocês hoje.

►► STRANGER THINGS ◄◄


Ambientada em Montauk, na década de 1980, Stranger Things conta a história de um garoto que desaparece misteriosamente. Enquanto a polícia, a família e os amigos procuram respostas, eles acabam mergulhando em um extraordinário mistério, envolvendo um experimento secreto do governo, forças sobrenaturais e uma garotinha muito, muito estranha.

Essa era uma série que eu estava adiando à meses para assistir. Sempre lia comentários ótimos sobre ela, mas nunca tomava a iniciativa de começar. Mas há alguns dias atrás, a Dai, do blog Colorindo Nuvens, fez um post muito fofinho com alguns gifs lindos inspirados na série. Eu gostei tanto que, só de olhar aqueles gifs fofos, me deu vontade de começar a assistir na mesma hora. Então, aproveitei para ler a resenha lá no blog dela e foi o bastante para me convencer, haha.

Confesso que estou enrolando um pouco para terminar, pelo motivo que já falei no começo do post; não tenho muita paciência pra ficar assistindo um episódio atrás do outro. Apesar de não ter muita paciência, confesso que assisti metade dela em um dia, mas isso porque tem apenas oito episódios e só uma temporada (por enquanto, hehe). Eu gosto de tudo que foge do normal, então é óbvio que logo no primeiro episódio eu já comecei a gostar da série e não consegui parar de ver. Fiquei tão intrigada com aquelas coisas estranhas e os mistérios, que só parei porque tinha outras coisas importantes para fazer, se não, acho que teria terminado ela no mesmo dia. Mas a conclusão de tudo é: já se passou uma semana e eu ainda não voltei à assistir, mas pretendo fazer isso nesse final de semana.

ps: eu jurava de pés juntos que a Onze era um menino O.o

►► iZOMBIE ◄◄


Olivia Moore (ou Liv para os mais íntimos) tinhas bochechas rosadas, era disciplinada, médica residente com sua trajetória de vida completamente traçada... até a noite em que ela foi a uma festa que transformou-se, inesperadamente, em um frenesi zumbi. Agora, transformada em morta-viva, ela conseguiu um emprego no departamento legista para ter acesso aos cérebros de que deve se alimentar para manter sua humanidade. Mas, a cada cérebro que ela consome, ela herda a memória que nele habitava.

Me deparei com essa série logo depois que terminei Os 13 Porquês. Eu não sou muito fã de zumbis, pra falar a verdade, eu tenho medo de mortos-vivos (mas isso é algo que vou falar em outro post que estou preparando sobre esses seres, hehe). Mesmo assim decidi dar uma chance para essa série, já que fiquei sabendo que era inspirada em uma hq. Eu assisti os primeiro episódios e estava gostando bastante, mas acabei desanimando um pouco depois. iZombie me lembrou muito o filme Meu Namorado é um Zumbi, um dos únicos filmes de zumbis que consigo assistir sem ficar agoniada ou coisa do tipo. Acho que foi por isso que decidi dar essa chance pra série, mas, sinceramente, não sei se vou terminar, já que ela tem três temporadas e alguns episódios são um pouco parados. Então já viram né!

►► GAME OF THRONES ◄◄


Os Stark de Winterfell recebem a visita da família real. O Rei Robert Baratheon faz Eddard Stark, Lorde de Winterfell, uma oferta que ele não pôde recusar; ser a mão direito do Rei. Enquanto Ned tenta manter a situação tranquila pelo reino, o príncipe exilado, Viserys Targaryen, oferece sua irmã Daenerys ao Khal Drogo como troca por um exército para recuperar o trono que um dia foi de seu pai. Mas Cercei Lannister e seus irmãos, Jaime e o anão Tyrion, tem outros planos para o reinado. Enquanto isso, Catelyn Stark cuida de seu filho Bran, que sofreu uma queda após um descobrimento comprometedor Eddard vai com as filhas Arya e Sansa para a sede do reino e Jon Snow vai para a Muralha com os guardiões da Patrulha da Noite.

Eu tenho um caso complicado com essa série, mas para não ter que contar a história inteira aqui, vou resumir. Essa é a segunda vez que começo a assistir Game Of Thrones, e isso porque quando comecei a assistir pela primeira vez, ficou faltando dois ou três episódios para terminar a primeira temporada. Só que, acabei ficando sem internet, e eu, esquecida do jeito que sou, não lembrei em qual tinha parado para continuar. Então, para não correr o risco de pular algum episódio (e para lembrar de algumas partes dos anteriores) decidi começar do começo mais uma vez. E, bem... cada episódio da série tem mais ou menos uns 50 minutos, então eu acabo enrolando o dobro pra assistir uma única temporada, tirando o fato de que também estou lendo o primeiro livro da série e, apesar da leitura estar bem lenta, eu estou gostando bastante. Só posso dizer que estou amando esse universo criado pelo George R. R. Martin.

Olha, pra quem não tem muita paciência para assistir séries, acho que estou vendo demais viu!Mas estou gostando muito delas, principalmente Stranger Things, que é a minha favorita dessas três ^^ Também comecei a ver Desventuras em Série, mas só vi o primeiro episódio e parei. Por quê? Bom, achei os primeiros 20 minutos muito parados e acabei largando. Mas, assim que terminar de assistir essas, vou dar mais uma chance a ela, já que eu adoro os livros :)

Mas e vocês, já assistiram ou tem vontade de assistir alguma delas? O que andam assistindo por aí?

Até a  próxima, cativados!