Atrás do Espelho, de A. G. Howard

Título: Atrás do Espelho 
Autora: A. G. Howard
Editora: Novo Conceito
Páginas: 460
Classificação: ♥♥♥
+ Favoritado
Sinopse: Em O Lado mais Sombrio , a releitura dark de Alice no País das Maravilhas , Alyssa Gardner foi coroada Rainha, mas acabou preferindo deixar seus afazeres reais para trás e viver no mundo dos humanos. Durante um ano ela tentou voltar a ser a Alyssa de antes, com seu namorado, Jeb, sua mãe, que voltou para casa, seus amigos, o baile de formatura e a promessa de ter um futuro em Londres.
No entanto, Morfeu, o intraterreno sedutor e manipulador que povoa os sonhos de Alyssa, não permitirá que ela despreze o seu legado. O mesmo vale para o País das Maravilhas, que parece não ter superado o abandono.
Alyssa se vê dividida entre dois mundos: Jeb e sua vida como humana… e a loucura inebriante do mundo de Morfeu. Quando o reino delirante começa a invadir sua vida real, Alyssa precisa encontrar uma forma de manter o equilíbrio entre as duas dimensões ou perder tudo aquilo que mais ama.
Resenha do livro 1 - O Lado Mais Sombrio

Sobre a história

Após um ano dos acontecimentos no País das Maravilhas, Alyssa está com sua mãe finalmente curada em casa e continua namorando com o seu grande amor, Jeb. Alyssa decidiu deixar a coroa e seu lado intraterreno de lado e assumir o seu lado humana, para assim poder viver ao lado de sua família e seu amor. Tudo o que Alyssa quer agora é terminar de vez o ensino médio e ir morar em Londres com Jeb.

Tudo parecia estar finalmente se ajustando na vida de Alyssa, mas a calmaria não durou muito tempo. Alyssa começa a ter sonhos estranhos com o País das Maravilhas. Neles, a Rainha Vermelha está tocando o terror por lá e, por conta disso, Morfeu volta a atomentá-la em seus sonhos, tentando faze-lá voltar ao País das Maravilhas e tomar o lugar que lhe pertence e assim, salvar seu verdadeiro lar. Mas Alyssa ignora os pedidos de Morfeu e decidi seguir a própria vida, negando seu lado intraterreno. Porém, Morfeu não se dá por vencido, e se Alyssa não vai até ele, ele vai até Alyssa.

Além de ter que lidar com o repentino distanciamento de Jeb, Alyssa agora também terá que lidar com Morfeu em sua vida no mundo real. Entretanto, Alyssa percebe que Morfeu não é o único intraterreno que está no nosso mundo. Ao que tudo indica, a Rainha Vermelha realmente está de volta e disposta a tomar o controle do País das Maravilhas. Agora, Alyssa tem que se decidir entre ceder ao seu chamado intraterreno, ou apenas observar a devastação e destruição de tudo aquilo que ela mais ama. Alyssa conseguiu escapar da loucura na primeira vez, mas talvez tenha chegado a hora de voltar ao País das Maravilhas e se entregar a loucura, antes que ela destrua toda a sua vida.

O que eu achei

Não é de hoje que digo por aqui o quanto sou fascinada pelo País das Maravilhas. Não é a toa que, quando me deparei com essa trilogia de uma releitura dark do País das Maravilhas, logo fiquei louca por ela. Assim como o primeiro livro, Atrás do Espelho me encantou do começo ao fim. Apesar de o livro ter mais aquele cenário colegial, já que a história dessa vez não se passa no País das Maravilhas e sim no mundo real, eu gostei bastante dele.

A. G. Howard arrasou ao trazer o mundo psicodélico do País das Maravilhas para o mundo real de Alyssa. Só que, comparado ao primeiro, eu achei esse livro muito morno. Não achei ele tão excitante como o primeiro, com exceção de algumas partes, é claro! Como no primeiro, esse livro está cheio de revelações que chegam a te deixar sem reação quando elas são postas à mesa - nem todas, confesso! Às vezes acho que Howard tem o dom de prender o leitor até mesmo quando os acontecimentos são meio óbvios, e isso é muito bom, já que encontramos muitos acontecimentos assim nesse segundo livro. 

Apesar do grande amor que venho tendo por essa série, devo dizer que esse segundo livro foi um tanto chato, já que a Alyssa que conhecemos em 'O Lado Mais Sombrio' é completamente o oposto da de 'Atrás do Espelho'. No primeiro livro conhecemos uma Alyssa que era independe, forte e destemida, ao mesmo tempo que era humana e sensível, o tipo de personagem que te faz querer ser como ela. Mas nesse segundo livro, Alyssa virou o oposto do que ela era. Ela simplesmente virou uma garota insegura, carente, reclamona e muito dependente do Jeb, na minha humilde opinião. Foi essa dependência que fez a Alyssa ficar meio chata nesse livro, porque ela passou praticamente o tempo todo num drama chato de: ele não gosta mais de mim!, além de ficar correndo atrás dele o tempo todo, aff!

Deixei claro desde a resenha do primeiro livro que eu não vou com a cara do Jeb. Ele mais me parece uma pedra no sapato, num daqueles momentos em que você não pode fazer nada para tirá-la dali. Entretanto, ao mesmo tempo que eu acho ele um pé no saco, acho ele um fofo pelo modo de como trata a Alyssa com tanto cuidado, carinho e amor. Mas, agora vamos falar da grande estrela dessa história, né! Sim, estou falando do intraterreno mais maravilhoso, sedutor, lindo e manipulador de todos: Morfeu *----* Morfeu novamente rouba a cena do livro e acabamos conhecendo um lado mais sensível nele, ouso até dizer um lado humano que existe dentro dele. Mas é claro! Morfeu continua sendo o mesmo de sempre, né: manipulador e jogando sujo para conseguir o que quer. Fiquei feliz de a autora não ter mudado isso nele, até porquê convenhamos, se mudasse, ele não seria mais o Morfeu.

Para concluir, gostei muito da mãe da Alyssa estar mais presente nos acontecimentos desse livro. Ela se mostrou um personagem muito importante para algumas partes da história e eu achei bem legal - exceto no começo, quando ela estava sendo muito controladora com a Alyssa. Quanto a edição do livro, achei impecável. Eu tinha lido o primeiro em pdf, então eu ainda não tinha visto como era a edição do livro físico pessoalmente. Enfim. Eu gostei bastante de tudo, principalmente dessa capa com o lindo do Morfeu ♥ Terminei esse livro louca para ler o próximo, mas vou ter que aguentar um pouquinho, já que tenho umas leituras na frente >.<' Agora só mais uma coisa. Se você ainda não leu essa série, leia! Vale muito a pena ler ela ^^

We're all mad here!

Hello 2017!

Imagem/Reprodução: @andreadrops

Mais um ano começando e com ele mais objetivos sendo listados e mais 365 dias para corrermos atrás das coisas que mais queremos conquistar. 2016 foi um ano complicado, tanto para mim quanto para outras pessoas, pois sabemos bem que 2016 não foi o ano das boas notícias pelo mundo, né! Mas ainda sim, foi um ano bom e com muitos aprendizados maravilhosos. Eu tinha feito uma lista no começo do ano passado e, ao passar do tempo, não tinha percebido que tinha cumprido muitas das minhas metas.

Confesso que não era muito fã do Ano Novo, porque eu não gostava do fato de começar tudo do zero de novo. Eu sou bem apegada a momentos e, apesar de ano passado eu não ter tido tantos momentos que me apeguei, fico meio triste em pensar agora que alguns deles aconteceu ano passado e não esse ano. Ao mesmo tempo que eu penso assim, eu também penso que é bom começar um novo ano, pois assim podemos renovar as nossas forças e de recomeçar.

Assim como ano passado, esse ano decidi fazer uma lista de metas para cumprir durante esses 365 dias (nesse caso 364 já que hoje é dia 2) de 2017. Decidi listar aqui as que eu quero muito cumprir durante o ano, mas é claro que quero cumprir todas que estão no meu caderno (que na verdade é uma agenda velha de 2012 que eu uso como caderno). 
Me dedicar mais a fotografia
Uma coisa que eu amo desde pequena é tirar fotos. Fotografia sempre foi uma paixão minha que eu escondia das pessoas, não sei bem o porquê. Mas esse ano decidi que quero me dedicar mais a essa paixão e continuar a registrar momentos para guardar para sempre <3

Começar a estudar inglês
Essa na verdade é uma meta que trago do ano passado e que até agora não consegui cumprir. Esse ano pretendo me empenhar e começar a estudar inglês. Ano passado eu até tentei, mas não me empenhei o bastante e parei antes mesmo de chegar na metade do caminho, mas esse ano quero fazer diferente. Eu sempre quis muito aprender essa língua que eu amo muito, só que eu nunca cheguei a fazer nenhum curso nem nada. Então uma das minhas metas para esse ano é aprender pelo menos o básico do inglês assistindo séries e filmes.

Ler 40 livros
Ano passado eu consegui cumprir minha meta de ler 30 livros, e confesso que fiquei mega feliz porque consegui ler uns a mais. Então esse ano decidi me desafiar a ler pelo menos 40 livros. Ano passado decidi que iria ler todos os livros do Harry Potter e cumpri essa meta com grande sucesso. Esse ano decidi que quero ler os livros do George R. R. Martin, 'As Crônicas de Gelo e Fogo'. Comecei a ler o primeiro livro ontem, mas por conta das festividades não consegui ler muito. Li mais hoje de madrugada, depois que cheguei do trabalho, e como hoje não fui trabalhar (glória \o/) vou aproveitar e ler bastante ^^

Curtir mais os pequenos momentos felizes
Não que eu já não os curta, mas quero curtir mais aqueles momentos pequenos, sabe? Tipo quando você encontra por acaso um amigo de longa data, mas que há muito tempo não conversa com ele. Quero aproveitar aquela conversa de poucos minutos e fazer dela um dos momentos mais especiais.

Juntar dinheiro para viajar
Desde o ano passado minha vontade era viajar para Curitiba, mas eu não consegui porque estava sem dinheiro. Faz muitos anos que não vou para Curitiba ver meus tios porque eles quase não estão em casa durante a semana, mas agora que uma prima minha se mudou para lá, dá para ir.

Estar mais presente no blog e nas redes sociais
Esse ano aconteceram muitos imprevistos que me deixaram longe do blog e das redes sociais dele também. Foi falta de internet, computador quebrado, bloqueio criativo, falta de tempo, entre outras coisas que não só me deixaram ausente aqui no blog, mas também nos que eu acompanho. Isso me deixou triste, pois eu sentia muita falta desse mundo da blogosfera na minha vida. Esse ano pretendo me dedicar mais ao blog e me empenhar bastante nele, além de trazer muitas novidades.

Voltar a escrever textos
Se tem outra coisa que eu gosto muito de fazer, além de ler, essa coisa é escrever. Antigamente eu vivia escrevendo textos. Alguns eu até chegava a postar aqui no blog, outros eu preferia guardar nas muitas e muitas páginas do meu caderno. Mas, de um tempo para cá, eu parei de escrever por falta de inspiração. Estou passando por uma fase de bloqueio criativo faz muito tempo e por causa dela, não estou conseguindo escrever nada :( Sinto muita falta disso, porque as palavras sempre foram uma grande companhia para mim :/

Essas são só algumas das muitas metas que quero cumprir em 2017. Listei apenas 7 delas para esse ano, mas pretendo cumprir todas, até mesmo algumas que não consegui cumprir ano passado e acabei trazendo para as metas desse ano. Agora é torcer para que tudo dê certo e correr atrás para cumprir todas as minhas metas. Enfim. Espero que tenham gostado do primeiro post do ano. Agora me contem aí, quais são as metas de vocês para esse ano?

A única forma de conquistar o impossível é acreditar que é possível!

Filmes para entrar no clima de natal

Natal é minha segunda época favorita do ano, só fica atrás do Halloween - o que eu posso fazer, sou uma mistura de vampiro com bruxa e elfo. Amo esse clima gostoso que dezembro nos traz, principalmente porque a chegada dele significa que o natal se aproxima. Sempre quando falta poucos dias para o natal, me bate uma ansiedade muito grande, não porquê. Talvez seja porque o natal é a época em que a nossa família fica mais unida e acabamos esquecendo de tudo de ruim que passamos durante o ano.

Infelizmente, esse ano, minha família decidiu quebrar a tradição e decidiram que cada um iria passar o natal na sua própria casa, já que minha tia decidiu passar o natal na casa da filha dela, e como a gente sempre se reunia na casa dela, esse ano não vai dar. Então, durante o natal eu não vou ter nada para fazer. Pensei em ficar a noite toda assistindo séries, mas estou sem internet em casa, o que complica um pouco. Por isso, para não cair no tédio, decidi que iria fazer uma sessão pipoca com filmes com essa época do ano. Escolhi os quatro que eu mais gosto para indicar aqui para vocês, então chega de enrolação.

// O Expresso Polar //

Esse com certeza vai ser um dos primeiros que vou querer assistir. Eu simplesmente amo esse filme. Lembro que quando eu era criança, sempre que chagava essa época do natal, minha irmã e eu adorávamos assistir ele. Ele sempre passava na televisão e a gente nunca perdia. Não sei exatamente por que a gente gostava tanto dele, mas ele sempre passava uma certa magia do natal, sabe?

// A Origem dos Guardiões //

Esse é outro filme que amo muito. Perdi a conta de quantas vezes assisti ele esse ano, e é óbvio que vou assistir ele de novo, porque né! Esse é um daqueles filmes que me passam uma sensação boa e que eu não sei de onde vem. Não sei se vocês vão me entender, mas eu espero que sim, porque eu não sei exatamente como explicar a sensação que ele me passa, só sei que é uma muito boa mesmo. Amo o Jack Frost, apesar de nunca ter ouvido falar dele antes do filme.

// O Grinch // 

Faz muito tempo que assisti esse filme, mas lembro de ter gostado muito dele. Até tentei procurar ele para comprar, mas não achei, o que me deixou muito triste, pois eu realmente queria muito assistir esse filme de novo. Queria assistir ele esse ano, mas como estou sem internet, acho que não vai dar. Ele é um bichinho meio feio, mas é fofo ao mesmo tempo, e a história também é muito fofa.

// Barbie, a canção de natal //

Minha infância sempre se resumiu a filmes da Barbie, mas tem um em especial que eu amo até hoje. Barbie e uma canção de natal é um dos meus filmes preferidos dela, porque ele passa uma mensagem muito fofa, na minha humilde opinião. Ok, confesso que também gosto dele por envolver viagens no tempo. Eu realmente gosto bastante de filmes que envolvem viagens no tempo, mesmo achando eles um pouco confusos no começo.

Esses são alguns filmes que eu quero muito assistir no natal, já que eu amo essa época e amo mais ainda o clima que ela tem. Só estou meio triste porque vou ter que ir trabalhar no domingo, então só vou ter amanhã para aproveitar, mas fazer o que, não é? Hoje o post foi coisa rápida e bem simples, mas foi só para não deixar a data passar em branco. Mas e vocês, o que vão fazer nesse natal? Já assistiram algum desses filmes? Tem algum com clima de natal para indicar?

Feliz Natal Cativados!

Perdão, Leonard Peacock, de Matthew Quick

Título: Perdão, Leonard Peacock
Autor: Matthew Quick
Editora: Intrínseca
Páginas: 224
Classificação: ♥♥♥
Sinopse: Hoje é o aniversário de Leonard Peacock. Também é o dia em que ele saiu de casa com uma arma na mochila. Porque é hoje que ele vai matar o ex-melhor amigo e depois se suicidar com a P-38 que foi do avô, a pistola do Reich. Mas antes ele quer encontrar e se despedir das quatro pessoas mais importantes de sua vida: Walt, o vizinho obcecado por filmes de Humphrey Bogart; Baback, que estuda na mesma escola que ele e é um virtuose do violino; Lauren, a garota cristã de quem ele gosta, e Herr Silverman, o professor que está agora ensinando à turma sobre o Holocausto. Encontro após encontro, conversando com cada uma dessas pessoas, o jovem ao poucos revela seus segredos, mas o relógio não para: até o fim do dia Leonard estará morto. 

Sobre a história

No aniversário de dezoito anos de Leonard, ele acorda com duas decisões tomadas para esse aniversário. A primeira é que ele vai matar seu ex-melhor amigo e a segunda, é que logo em seguida, ele vai se suicidar. Tudo isso ele vai fazer com a pistola que pertenceu ao seu avô nos tempos do regime nazista. Mas antes de matar seu ex-melhor amigo e se suicidar, ele quer entregar quatro presentes para as quatro pessoas que realmente ele se importa, e que talvez se importaram com ele também.

Walt, seu vizinho idoso e fumante com quem passou horas assistindo a filmes antigos e o qual compartilha uma grande admiração por Humphrey Bogart; Lauren, é a menina cristã por quem se apaixona e a qual o faz entrar em situação complicadas, pois ele questiona Deus; Baback é um talentoso violinista de sua escola, o qual o contato entre eles se resume a Baback tocar e Leonard ficar sentado na platéia escutando o ensaio dele; e o Herr Silverman, o professor que está ensinando sobre holocausto e o único que se importa com seus alunos e ele parece ser o único que pode compreender o que se passa na cabeça confusa de Leonard.

Leonard é um adolescente complemente abandonado por sua família, pois seu pai se jogou no mundo e sumiu, e sua mãe, com quem supostamente vive, não faz muito questão de ser próxima ao filho. Ela é muito focada (obsecada) pela sua carreira de estilista e faz o máximo para ficar o mais longe possível do próprio, se envolvendo o mínimo necessário na vida dele. Por conta disso, ele é um garoto solitário, carente de atenção e que está precisando de ajuda, mas pode ser tarde demais, já que Leonard está decidido que até o final do dia estará morto.

O que eu achei 

Essa foi minha primeira experiência com um livro do autor Matthew Quick e posso dizer que gostei muito. Sempre fui louca para ler alguns livros dele, mas sempre ficava adiando. Até tentei ler A Sorte do Agora, mas desisti logo nas primeiras páginas. Tenho um problema muito sério em ler livros ebooks, porque a leitura simplesmente parece não fluir. Pensei em comprar ele, mas aí me deparei com esse e logo que li a sinopse dele, eu não pensei duas vezes e comprei. Já de cara gostei da premissa dele e fiquei muito curiosa para saber o que me esperava. Mas já vou adiantando, me envolvi muito com a história, então meus comentários aqui podem ser um pouco grandes. Então senta que lá vem a história, rs.

O livro é narrado em primeira pessoa pela visão de Leonard. A leitura fluiu logo nas primeiras páginas e o Leonard conseguiu me cativar de primeira. Assim que conheci o personagem já gostei. Leonard é diferente de qualquer outro adolescente de sua idade, e logo conseguimos perceber as consequências de ele ser diferente, porque sabemos como a sociedade reage com pessoas diferentes, né? O modo como ele enxerga o mundo e tenta entendê-lo, faz a gente refletir profundamente sobre diversas coisas em nossa vida e ao nosso redor. Além disso, o livro trás um tema com uma grande realidade de nosso mundinho real. O suicídio. Suicídio não é brincadeira e existem um número muito grande de pessoas com pensamentos suicidas por aí, assim como o Leonard. O mais triste é o fato de não escutarmos os pedidos silenciosos de ajuda de pessoas assim, pois muitas vezes não temos tanto conhecimento do assunto e deixamos passar despercebido. Ao contrário da mãe de Leonard, que simplesmente ignorou e fechou os olhos para o problema do filho. 

Os personagens secundários se mostraram bem importantes para o desenrolar da história, mas confesso que achei eles bem chatos, com exceção do professor Herr Silverman, o professor de holocausto. Ele se mostrou ser o que mais se importava com o Leonard, além de ter sido o único que conseguiu escutar o pedido de ajuda silencioso dele. A gente consegue perceber nitidamente o quanto Leonard quer ser ajudado e o quanto ele quer que alguém o impeça de fazer a besteira que está prestes a fazer. Mas durante todo o começo da história você fica se perguntando: Por que o Leonard quer tanto matar Asher, seu ex melhor amigo e que se tornou o valentão da escola, e o que aconteceu para Leonard guardar tanto rancor assim dele? Felizmente, lá pela metade do livro as coisas vão ficando claras e isso é explicado e finalmente sabemos o que aconteceu que abalou tanto a amizade dos dois. O motivo realmente é um tanto pesado e finalmente conseguimos entender Leonard está agindo dessa maneira. Poxa, ele já tinha uma família desestruturada e ainda teve que aguentar essa barra sozinho? Cara, não há psicológico que aguente! 

O final da história foi meio decepcionante, porque o autor decidiu deixar em aberto. Na verdade, eu até gosto quando os autores fazem isso, deixar o final em aberto para fazer os leitores usarem a imaginação e imaginar o próprio final. Mas as nesse caso, acho que o autor deveria ter feito o desfecho final. Por se tratar de um tema um tanto pesado como homicídio - suicídio, acho que teria sido bem melhor não existir esse final em aberto, porque ele deixou muitas perguntas soltas ao vento na cabeça dos leitores com ele. Além disso, fiquei revoltada com o último acontecimento. Sério, fiquei com tanta vontade de socar a cara da mãe do Leonard. Mulherzinha mesquinha do caramba, viu! Ela só tem olhos para o próprio nariz e para sua carreira (que juro que torci para que no futuro desce errado e ela se arrependesse de não ter se dedicado mais ao que realmente importava) isso me deixou tão irritada. Vocês não fazem idéia do quanto fiquei revoltada com ela. Sério, fiquei indignada com aquela mulher. Só para vocês terem uma idéia, ela ficou em 2° lugar da minha lista de personagens mais detestáveis, ela só perde para Dolores Umbridge, porque ninguém consegue ser mais detestável que aquela cara de sapo, né?! Mas olha, a mãe do Leonard chegou perto viu!

Enfim. A história é realmente tocante e duvido que alguém que já tenha lido, não ficou com vontade de dar um abraço bem apertado no Leonard no final. Posso dizer que a história me fez refletir bastante sobre opiniões formadas que eu já tinha, mas que há muito tempo eu não discutia comigo mesma, sabe? A narrativa é muito boa e, apesar de não saber se gostei ou não das explicações no rodapé, achei a ideia bacana, pois elas fizeram com que certas situações fossem explicadas sem que a leitura ficasse tão cansativa. Mas como eu disse, não gostei do autor ter deixado o final em aberto, porque o livro é muito bom e merecia ter um final mais definido. Enfim. Recomendo muito a leitura, vale muito a pena.

Siga o blog nas redes sociais